Modernismo - 46 Exercícios com gabarito

01. (ENEM) Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a cultura nacional do início do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros modernistas

a) buscaram libertar a arte brasileira das normas acadêmicas europeias, valorizando as cores, a originalidade e os temas nacionais.
b) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até então utilizada de forma irrestrita, afetando a criação artística nacional.
c) representavam a ideia de que a arte deveria copiar fielmente a natureza, tendo como finalidade a prática educativa.
d) mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras retratadas, defendendo uma liberdade artística ligada à tradição acadêmica.
e) buscaram a liberdade na composição de suas figuras, respeitando limites de temas abordados.

02. (ITA) Assinale a melhor opção, considerando as seguintes asserções sobre Fabiano, personagem de Vidas Secas, de Graciliano Ramos:
I) Devido às dificuldades pelas quais passou no sertão, tornou- se um homem rude, mandante da morte de vários inimigos seus.
II) Comparava-se, com orgulho, aos animais, pois era um homem errante que vivia fugindo da seca.
III) Sentia-se fraco para exigir seus direitos diante de patrões e autoridades, por isso não se considerava um homem, mas um bicho.

Está (ão) correta(s):

a) Apenas a I.
b) Apenas a III.
c) I e III.
d) Apenas a III.
e) I e III.

03. (PUCCAMP) Sobre José Lins Rego, é correto afirmar que:

a) se definiu, certa vez, como “apenas um baiano romântico e sensual”, assumindo-se como contador de histórias de pescadores e marinheiros de sua terra.
b) retratou em sua obra a dura relação entre o homem e o meio, em especial a condição subumana do nordestino retirante.
c) sempre se declarou escritor espontâneo e instintivo, consciente de que sua obra continha muito de sua experiência pessoal em regiões da Paraíba e de Pernambuco.
d) escreve a saga da pequena burguesia depois de 1930, num tom leve e descontraído de crônica e costumes.
e) é considerado mais por ter publicado a obra marco da literatura social nordestina, A Bagaceira, do que pelos méritos de grande escritor.

04. (PUCCAMP) A leitura de romances como Vidas Secas, São Bernardo ou Angústia permite afirmar sobre Graciliano Ramos que:

a) sua grande capacidade fabuladora e o tom lírico de sua linguagem servem a uma obra dominada pelo impulso, em que se mesclam romantismo e realismo, poesia e documento.
b) sua obra transcende as limitações do regional ao evoluir para uma perspectiva universal, ao mesmo tempo que sua expressão parte para o experimentalismo e para as invenções vocabulares inovadoras.
c) sua obra, preocupada em fixar os costumes e falas locais do meio rural e da cidade, é um registro fiel da realidade nordestina, quase um documento transfigurado em ficção.
d) sua obra, toda condicionada pela realidade humana e social de uma árida região de coronéis e cangaceiros, apresenta uma narrativa linear, mas de linguagem exuberante, própria dos grandes contadores de história.
e) tanto o enfoque trágico do destino do homem ligado às raízes regionais quanto a análise dos conflitos existenciais do homem urbano conferem uma dimensão universal à sua obra.

05. (UEL-PR) As reações negativas do público à Semana de Arte Moderna refletem: 

a) a fixação do espírito brasileiro no propósito de menosprezo das criações nacionalistas. 
b) a possibilidade do futuro fracasso do Modernismo como movimento estético literário. 
c) a aversão dos autores em se comunicar com o público presente no Teatro Municipal de São Paulo. 
d) a preferência pelas manifestações artísticas já cristalizadas nas linhas do academicismo. 
e) o pouco amadurecimento dos autores para propostas de vanguarda.

06. (FMTM-MG) A literatura das duas primeiras décadas do século XX pode ser chamada “eclética” porque: 

a) convivem, na época, diversas correntes estéticas. 
b) estavam vivos os melhores poetas parnasianos. 
c) há o domínio da prosa sobre a poesia. 
d) amadurecem as idéias que preparam o Modernismo. 
e) a prosa se volta para a problemática das regiões brasileiras.

07. (UFRGS-RS) O sapo-tanoeiro Parnasiano aguado, Diz: – ‘Meu cancioneiro É bem martelado… O poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira, pertence ao primeiro momento do Modernismo brasileiro, em que ocorreu uma tomada de posição contra: 

a) a expressão de sentimentos, o culto de temas clássicos, a atitude impessoal e erudita do poeta. 
b) a interferência emocional do poeta, a linguagem classicizante, as rimas ricas. 
c) o culto de rimas ricas, o metro perfeito, a expressão classicizante. 
d) a ênfase oratória, as atitudes sentimentais, a poesia pessoal. 
e) a poesia de expressão pessoal, a linguagem menos rigorosa, a ausência de rimas.

08. (Unifran-SP) O Modernismo no Brasil revolucionou as normas literárias, perdurando por várias décadas. Assinale a alternativa que apresenta declarações concernentes a esse movimento.

a) Na primeira fase do movimento, surgiram grandes poetas, mas destaca-se especialmente o chamado “romance revolucionário” ou “romance modernista”.
b) Oswald de Andrade, escritor e poeta paulista, foi um dos autores mais marcantes da segunda fase. Seu texto foi dos mais inovadores e corrosivos da estética regionalista.
c) A primeira fase do movimento foi marcada pela desintegração da linguagem tradicional devido à busca da expressão regional e à adoção das conquistas de vanguarda.
d) Apesar das inovações, esse movimento prendeu-se à concepção tradicional de literatura, esquecendo a história da atualidade e fixando-se em valores do passado.
e) Esse movimento foi iniciado com a Semana de Arte Moderna em 1922, englobando várias artes: literatura, música, pintura e escultura. O polo principal foi São Paulo, na época já um florescente parque industrial.

09. (PUC-RS) Todas as afirmativas a seguir relacionam-se ao Modernismo na sua primeira fase, exceto:

a) Os movimentos de vanguarda europeus, a brutalidade da Primeira Guerra Mundial, dentre outros fatores, favoreceram a busca por uma estética desvinculada de quaisquer dogmatismos.
b) No Brasil, os movimentos primitivistas foram uma resposta à busca da expressão nacional.
c) A conjunção entre primitivismo do folclore e universo urbano foi uma possibilidade modernista.
d) As inovações de ordem temática e formal permitiram a delimitação clara entre prosa e poesia modernistas.
e) A paródia aos textos e estilos consagrados da literatura brasileira é uma das possibilidades modernistas.

10. (UEL-PR) As reações negativas do público à Semana de Arte Moderna refletem:

a) a fixação do espírito brasileiro no propósito de menosprezo das criações nacionalistas.
b) a possibilidade do futuro fracasso do Modernismo como movimento estético literário.
c) a aversão dos autores em se comunicar com o público presente no Teatro Municipal de São Paulo.
d) a preferência pelas manifestações artísticas já cristalizadas nas linhas do academicismo.
e) o pouco amadurecimento dos autores para propostas de vanguarda.

11. (UFPI-PI) A alternativa em que todas as características correspondem ao Modernismo é:

a) concepção lúdica da arte, rigor formal.
b) moralismo, idealização da mulher.
c) verso livre, experimentalismo.
d) jogo antitético, culto da natureza
e) senso do mistério, liberdade formal.

12. (UFV-MG) Assinale a alternativa em que há uma característica que não corresponde ao Modernismo em sua primeira fase (1922-1930).

a) Ruptura radical e audaciosa em relação às possíveis estéticas do passado, quebra total da rotina literária.
b) Caráter turbulento, polemista, de demolição de valores.
c) Exaltação exagerada de fatores como mocidade e tempo; o novo, nesta fase, foi erigido como um valor em si.
d) Movimento de inquietação e de insatisfação; os novos se lançaram à luta em nome da originalidade, da liberdade de pesquisa estética e do direito de “errar”.
e) Apesar de toda a radicalidade do grupo, é unânime a preocupação dos modernistas com o purismo da linguagem.

13. (PUC-RJ) O movimento artístico-literário que mobilizou parcela significativa da intelectualidade brasileira durante a década de 20 e procurou romper com os padrões europeus da criação tinha como proposta:

I. a tentativa de buscar um conteúdo mais popular para a problemática presente nas diferentes formas de manifestação artística.
II. a tentativa de recuperação das idealizações românticas ligadas à temática do índio brasileiro.
III. a valorização do passado colonial, ressaltada a influência portuguesa sobre a nossa sintaxe.
IV. a tentativa de constituição, no campo das artes, da problemática da nacionalidade, ressaltadas as peculiaridades do povo brasileiro.
V. a desvalorização da problemática regionalista, contida nas lendas e mitos brasileiros.

Assinale:

a) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas I e V estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas.
e) se somente as afirmativas II e V estiverem corretas.

14. (Vunesp-SP) Quais destes fragmentos resumem propostas do Modernismo brasileiro?

I. “A língua sem arcaísmo, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como somos.”
II. “Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.”
III. “A pena é um pincel.” “Eu limo sonetos engenhosos e frios”.
IV. “Nomear um objeto significa suprimir as três quartas partes do gozo de uma poesia, que consiste no prazer de adivinhar pouco a pouco. Sugerir, eis o sonho.”
V. “A poesia existe nos fatos.

Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.”

a) I, III e IV
b) II, III e IV
c) I, II e III
d) I, II e V
e) II, IV e V

15. (UFPa-PA) As ideias de Marinetti influenciaram muito os nossos autores. Dele, os escritores brasileiros seguiram:

a) a exacerbação do nacional e a sintaxe tradicional.
b) a paixão pela metáfora, intelectualista e rebuscada, e pelas frases de efeito.
c) a negação do passado e o uso de palavras em liberdade.
d) o conceito de felicidade na vida em contato com a natureza, e a fé na razão e na ciência.
e) o gosto pelo psicologismo na ficção e a supervalorização da natureza.

16. (PUC-Campinas-SP) Assinale a alternativa em que se encontram preocupações estéticas da primeira geração modernista.

a) “Não entrem no verso culto o calão e o solecismo, sintaxe truncada, o metro cambaio, a indigência das imagens e do vocábulo, a vulgaridade do pensar e do dizer.”
b) “Vestir a idéia de uma forma sensível, que, entretanto, não terá seu fim em si mesma, mas que, servindo para exprimir a idéia, dela se tornaria submissa.”
c) “Minhas reivindicações? Liberdade. Uso dela; não abuso. E não quero discípulos. Em arte: escola = imbecilidade de muitos para vaidade de um só.”
d) “Na exaustão causada pelo sentimentalismo, a alma ainda trêmula e ressoante da febre do sangue, a alma que ama e canta porque sua vida é amor e canto, o que pode senão fazer o poema dos grandes amores da vida real?”
e) “O poeta deve ter duas qualidades: engenho e juízo; aquele, subordinado à imaginação, este, seu guia, muito mais importante, decorrente da reflexão. Daí não haver beleza sem obediência à razão, que aponta o objetivo da arte: a verdade.”

17.  (PUC-RS) A literatura do pré-modernismo brasileiro, nas obras de Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato, caracteriza-se pela:

a) descrição e romantização da sociedade rural.
b) interpretação e polêmica voltadas para a problemática social.
c) análise e idealização da sociedade urbana.
d) restauração e mitificação da temática histórica.
e) reconstrução e fabulação da sociedade indígena.

18. (UEL-PR) Nas duas primeiras décadas de nosso século, as obras de Euclides da Cunha e de Lima Barreto, tão diferentes entre si, têm em como elemento comum:

a) a intenção de retratar o Brasil de modo otimista e idealizante.
b) a adoção de linguagem coloquial das camadas populares do sertão.
c) a expressão de aspectos até então negligenciados da realidade brasileira.
d) a prática de um experimento lingüístico radical
e) o estilo conservador do antigo regionalismo romântico

19. (UEL) Assinale a alternativa INCORRETA sobre o Pré-modernismo:

a) Não se caracterizou como uma escola literária com princípios estéticos bem delimitados, mas como um período de prefiguração das inovações temáticas e linguísticas do Modernismo.
b) Algumas correntes de vanguarda do início do século XX, como o Futurismo e o Cubismo, exerceram grande influência sobre nossos escritores pré-modernistas, sobretudo na poesia.
c) Tanto Lima Barreto quanto Monteiro Lobato são nomes significativos da literatura pré-modernista produzida nos primeiros anos do século XX, pois problematizam a realidade cultural e social do Brasil.
d) Euclides da Cunha, com a obra “Os Sertões”, ultrapassa o relato meramente documental da batalha de Canudos para fixar-se em problemas humanos e revelar a face trágica da nação brasileira.
e) Nos romances de Lima Barreto observa-se, além da crítica social, a crítica ao academicismo e à linguagem empolada e vazia dos parnasianos, traço que revela a postura moderna do escritor.

20. (UFTM) Considere os dados:

I. Contraste entre um Brasil arcaico – representado principalmente pelo tradicionalismo agrário – e outro, com novos centros urbanos marcados pelo início da industrialização e pela emergência de novas classes socioeconômicas.
II. Problematização da realidade social e cultural, pela revelação das tensões da vida nacional.
III. Primeira Guerra Mundial e crise da República Velha.
IV. Modernidade estilística e negação do estilo da belle époque.

Caracterizam o período histórico e cultural do Pré-Modernismo, em que se insere Lima Barreto, os dados contidos em:

a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.

21. (PUCCAMP-SP) São características da primeira fase do Modernismo:

a) retomada da ficção regionalista, cultivo de uma poesia neobarroca e visão de mundo em perspectiva elitista.
b) libertação dos modelos acadêmicos, experimentalismo em novas formas de expressão e rompimento com o nacionalismo tradicional.
c) cultivo de uma ficção de caráter intimista, revisão das regras de metrificação e retomada do nacionalismo romântico.
d) predominância dos temas políticos, crítica ao uso indiscriminado das máquinas e visão de mundo em perspectiva universalista.
e) pesquisa de lendas e narrativas folclóricas, valorização do índio enquanto mito romântico e cultivo de fórmulas estéticas consagradas.

22. (UNIFOR-CE)
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.

Os versos acima, do poema "Mãos dadas", de Carlos Drummond de Andrade, prendem-se a uma fase de sua poesia na qual o poeta mineiro,

a) promovendo um balanço crítico de sua poesia, aventura-se em novas formas poéticas, de caráter experimental.
b) influenciado diretamente por Oswald de Andrade, passa a compor epigramas irônicos.
c) relativizando a ironia que caracterizava momentos anteriores, escreve poemas de cunho político-social.
d) desiludido com os rumos do mundo contemporâneo, recolhe-se à intimidade e passa a refletir sobre o absurdo da existência.
e) já na casa dos setenta anos, entrega-se a um memorialismo em tom de crônica, revivendo suas experiências juvenis.

23.  (FUVEST-SP) Sobre Fogo morto, é correto afirmar que:

a) o caráter estanque de suas partes constitutivas é sublinhado pela mudança do foco narrativo em cada uma delas, indo da primeira à terceira pessoa narrativas.
b) a relativa descontinuidade de sua divisão tripartite é contrastada pela recorrência de temas e motivos internos que atravessam todo o romance.
c) o caráter descontínuo e inconcluso de seu enredo é compensado pelas reflexões do narrador-personagem, que conferem finalização e acabamento ao romance.
d) o caráter estanque de sua divisão tripartite é, no entanto, convertido à unidade pela comunicabilidade e entendimento mútuo das personagens principais.
e) a cada uma das classes sociais nele representadas, o romance reserva um estilo de narrar próprio: erudito para os senhores de engenho, oral-popular para as camadas humildes e cangaceiros.

24. (FUVEST) É correto afirmar que, em Morte e Vida Severina:

a) O caráter de afirmação da vida, apesar de toda a miséria, comprova-se pela ausência da idéia de suicídio
b) A viagem do retirante, que atravessa ambientes menos e mais hostis, mostra-lhe que a miséria é a mesma, apesar dessas variações do meio físico
c) As falas finais do retirante, após o nascimento de seu filho, configuram o “momento afirmativo”, por  excelência, do poema
d) A visão do mar aberto, quando Severino finalmente chega ao Recife, representa para o retirante a  primeira afirmação da vida contra a morte
e) A alternância das falas de ricos e de pobres, em contraste, imprime à dinâmica geral do poema o ritmo  da luta de classes

25. (Unesp) Em 1924, uma caravana formada por Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e o poeta franco-suíço Blaise Cendrars, entre outros, percorreu as cidades históricas mineiras e acabou entrando para os anais do Modernismo. O movimento deflagrado em 1922 estava se reconfigurando. MARQUES, Ivan. “Trem da modernidade”. Revista de História da Biblioteca Nacional, fevereiro de 2012. Adaptado. Entre as características da “reconfiguração” do Modernismo, citada no texto, podemos incluir

a) a politização do movimento, o resgate de princípios estéticos do parnasianismo e o indigenismo.
b) a retomada da tradição simbolista, a defesa da internacionalização da arte brasileira e a valorização das tradições orais.
c) a incorporação da estética surrealista, o apoio ao movimento tenentista e a defesa do verso livre.
d) a defesa do socialismo, a crítica ao barroco brasileiro e a revalorização do mundo rural.
e) a maior nacionalização do movimento, o declínio da influência futurista e o aumento da preocupação primitivista.

26.  (Mack) Considere as seguintes afirmações acerca da poesia modernista brasileira.

I. Valorizou a concepção idealizada da figura feminina.
II. No tratamento de alguns temas, manteve um diálogo irreverente com a tradição literária.
III. Recuperou a imagem da “mulher fatal”, enaltecida pelos clássicos, mas em versos livres e brancos.
IV. Adotou uma linguagem prosaica, cujo ritmo fluente revela a marca da oralidade.

Assinale:

a) se apenas I estiver correta.
b) se apenas IV estiver correta.
c) se apenas I e III estiverem corretas.
d) se apenas I e IV estiverem corretas.
e) se apenas II e IV estiverem corretas.

27.  (ENEM) “A velha Totonha de quando em vez batia no engenho. E era um acontecimento para a meninada… Que talento ela possuía para contar as suas histórias, com um jeito admirável de falar em nome de todos os personagens, sem nenhum dente na boca, e com uma voz que dava todos os tons às palavras!

Havia sempre rei e rainha, nos seus contos, e forca e adivinhações. E muito da vida, com as suas maldades e as suas grandezas, a gente encontrava naqueles heróis e naqueles intrigantes, que eram sempre castigados com mortes horríveis! O que fazia a velha Totonha mais curiosa era a cor local que ela punha nos seus descritivos. Quando ela queria pintar um reino era como se estivesse falando dum engenho fabuloso. Os rios e florestas por onde andavam os seus personagens se pareciam muito com a Paraíba e a Mata do Rolo. O seu Barba-Azul era um senhor de engenho de Pernambuco.”
(José Lins do Rego. Menino de Engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 49-51 (com adaptações).

Na construção da personagem “velha Totonha”, é possível identificar traços que revelam marcas do processo de colonização e de civilização do país. Considerando o texto acima, infere-se que a velha Totonha:

a) tira o seu sustento da produção da literatura, apesar de suas condições de vida e de trabalho, que denotam que ela enfrenta situação econômica muito adversa.
b) compõe, em suas histórias, narrativas épicas e realistas da história do país colonizado, livres da influência de temas e modelos não representativos da realidade nacional.
c) retrata, na constituição do espaço dos contos, a civilização urbana européia em concomitância com a representação literária de engenhos, rios e florestas do Brasil.
d) aproxima-se, ao incluir elementos fabulosos nos contos, do próprio romancista, o qual pretende retratar a realidade brasileira de forma tão grandiosa quanto a européia.
e) imprime marcas da realidade local a suas narrativas, que têm como modelo e origem as fontes da literatura e da cultura européia universalizada.

28. (ENEM) “No decênio de 1870, Franklin Távora defendeu a tese de que no Brasil havia duas literaturas independentes dentro da mesma língua: uma do Norte e outra do Sul, regiões segundo ele muito diferentes por formação histórica, composição étnica, costumes, modismos linguísticos etc. Por isso, deu aos romances regionais que publicou o título geral de Literatura do Norte. Em nossos dias, um escritor gaúcho, Viana Moog, procurou mostrar com bastante engenho que no Brasil há, em verdade, literaturas setoriais diversas, refletindo as características locais.”
(CANDIDO, A. A nova narrativa. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 2003.)

Com relação à valorização, no romance regionalista brasileiro, do homem e da paisagem de determinadas regiões nacionais, sabe-se que:

a) o romance do Sul do Brasil se caracteriza pela temática essencialmente urbana, colocando em relevo formação do homem por meio da mescla de características locais e dos aspectos culturais trazidos de fora pela imigração
europeia.
b) José de Alencar, representante, sobretudo, do romance urbano, retrata a temática da urbanização das cidades brasileiras e das relações conflituosas entre as raças.
c) o romance do Nordeste caracteriza-se pelo acentuado realismo no uso do vocabulário, pelo temário local, expressando a vida do homem em face da natureza agreste, e assume frequentemente o ponto de vista dos menos favorecidos.
d) a literatura urbana brasileira, da qual um dos expoentes é Machado de Assis, põe em relevo a formação do homem brasileiro, o sincretismo religioso, as raízes africanas e indígenas que caracterizam o nosso povo.
e) Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Simões Lopes Neto e Jorge Amado são romancistas das décadas de 30 e 40 do século XX, cuja obra retrata a problemática do homem urbano em confronto com a modernização do país promovida pelo Estado Novo.

29. (UC-MG) Graciliano Ramos é autor que, no Modernismo, faz parte da:

a) fase destruidora, que procura romper com o passado.
b) segunda fase, em que se destaca a ficção regionalista.
c) fase irreverente, que busca motivos no primitivismo.
d) geração de 45, que procura estabelecer uma ordem no caos anterior.
e) década de 60, que transcendentaliza o regionalismo.

30. (PUCCAMP) Em sua obra, "a tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal, compreendendo a fusão entre o real e o mágico, de forma a radicalizar os processos mentais e verbais inerentes ao contexto fornecedor de matéria-prima. O folclórico, o pitoresco e o documental cedem lugar a uma maneira nova de repensar as dimensões da cultura, flagrada em suas articulações no mundo da linguagem".

Esse conjunto de características descreve a obra de:

a) Clarice Lispector
b) José Cândido de Carvalho
c) Erico Verissimo
d) Jorge Amado
e) Guimarães Rosa

31. (UFPA) Em fevereiro de 1909, Marinetti publicou na Europa um manifesto cujas idéias desencadearam o:

a) Dadaísmo
b) Futurismo
c) Surrealismo
d) Romantismo
e) Simbolismo.

32. (UFPA) As idéias de Marinetti influenciaram muito os nossos autores. Dele, os escritores brasileiros seguiram:

a) a exacerbação do nacional e a sintaxe tradicional.
b) a paixão pela metáfora, intelectualista e rebuscada, e pelas frases de efeito.
c) a negação do passado e o uso de palavras em liberdade.
d) conceito de felicidade na vida em contato com a natureza e a fé na razão e na ciência.
e) gosto pelo psicologismo na ficção e a supervalorização da natureza.

33. (PUCSP) A Semana de Arte Moderna (1922), expressão de um movimento cultural que atingiu todas as nossas manifestações artísticas, surgiu de uma rejeição ao chamado colonialismo mental, pregava uma maior fidelidade à realidade brasileira e valorizava sobretudo o regionalismo. Com isto pode-se dizer que:

a) romance regional assumiu características de exaltação, retratando os aspectos românticos da vida sertaneja.
b) a escultura e a pintura tiveram seu apogeu com a valorização dos modelos clássicos.
c) movimento redescobriu o Brasil, revitalizando os temas nacionais e reinterpretando nossa realidade.
d) os modelos arquitetônicos do período buscaram sua inspiração na tradição do barroco português.
e) a preocupação dominante dos autores foi com o retratar os males da colonização.

34.  (FIUbe-MG) O Modernismo brasileiro preocupava-se em criar uma arte essencialmente brasileira. Entretanto, alguns dos primeiros escritores desse movimento estético, no Brasil, sofreram influências:

a) do futurismo
b) do Concretismo
c) do Hiper-realismo
d) da arte popular
e) da arte cinética.

35.  (UCP-PR) Movimento literário brasileiro que recebeu influências de vanguardas européias, tais como o Futurismo e o Surrealismo:

a) Modernismo
b) Parnasianismo
c) Romantismo
d) Realismo
e) Simbolismo

36. (UCP-PR) Ano decisivo para o Modernismo brasileiro é 1917, já que nele aparecem produções que iriam revolucionar a arte literária brasileira. Da lista abaixo, o que apareceu pela primeira vez em 1917?

a) Wilson Martins: O Modernismo e Mário da Silva Brito: Antecedentes da Semana de Arte Moderna.
b) Monteiro Lobato: Urupês e Manuel Bandeira: Carnaval.
c) Anita Malfatti: Homem amarelo e Mulher de cabelos verdes e Di Cavalcanti: Carnaval.
d) Mário de Andrade: Paulicéia desvairada e Graça Aranha: Canaã.
e) Menotti del Picchia: Juca Mulato e Manuel Bandeira: A cinza das horas.

37. (FIUbe-MG) A poesia modernista, sobretudo a da primeira fase (1922-1928):

a) utiliza-se de vocabulário sempre vago e ambíguo que apreenda estados de espírito subjetivos e indefiníveis.
b) faz uma síntese dos pressupostos poéticos que norteavam a linguagem parnasiano-simbolista.
c) incentiva a pesquisa formal com base nas conquistas parnasianas, a ela anteriores.
d) enriquece e dinamiza a linguagem, inspirando-se na sintaxe clássica.
e) confere ao nível coloquial da fala brasileira a categoria de valor literário.

38. (UFPA) Oswald de Andrade, para sistematizar os princípios da corrente Pau-Brasil, do nosso Modernismo:

a) aproveitou-se exclusivamente das idéias dadaístas.
b) aproveitou-se de aspectos para os quais Pero Vaz de Caminha chama a atenção em sua Carta sobre o descobrimento do Brasil.
c) aproveitou-se das sugestões temáticas que se depreendem das sátiras de Gregório de Matos Guerra.
d) valeu-se de princípios da tradição poética parnasiana.
e) aproveitou a sugestão romântica de libertar a imaginação e a fantasia.

39. (FMU-SP) O tema da pátria distante foi retomado por muitos poetas. Um deles, Oswald de Andrade, do Modernismo.

São características do Modernismo:

a) linguagem coloquial; valorização do nacional; tom irônico; liberação absoluta da forma.
b) nacionalismo; tom irônico; linguagem retórica; liberdade de composição.
c) saudosismo; crítica social; verde-amarelismo; regras rígidas de composição.
d) linguagem retórica; saudosismo; nacionalismo; regras rígidas de composição.
e) linguagem retórica; liberdade de composição; cientificismo; tom irônico.

40.  (UCP-PR) A poesia modernista revela:

a) nacionalismo crítico.
b) valorização do popular.
c) versos livres.
d) Estão corretas as afirmações a e c.
e) Estão corretas as afirmações a, b e c.

41. (UFPA) Os escritores ..... e ..... participaram ativamente do 1º momento da ficção modernista. É da autoria do segundo o romance..... .

a) Mário de Andrade, Oswald de Andrade; Macunaíma.
b) Manuel Bandeira, Jorge Amado; Dona Flor e seus dois maridos.
c) Oswald de Andrade, Mário de Andrade; Amar, verbo intransitivo.
d) Graciliano Ramos, José Lins do Rego; Menino de engenho
e) Mário de Andrade, Manuel Bandeira; Itinerário de Pasárgada.

42. (PUC-RS) No ciclo inicial da obra de José Lins do Rego, o processo construtivo do romance é a narrativa:

a) introspectiva.
b) crítica.
c) analítica.
d) psicológica.
e) memorialista.

43. (F.Carlos Chagas-SP) A obra de Jorge Amado, em sua fase inicial, aborda o problema da:

a) seca periódica que devasta a região do Piauí.
b) decadência da aristocracia da cana-de-açúcar diante do aparecimento das usinas.
c) luta pela posse da terra na região cacaueira de Ilhéus.
d) vida nas salinas, que destrói paulatinamente os trabalhadores.
e) aristocracia cafeeira, que se vê à beira da falência com a crise de 29.

44. (PUCC-SP) O modo típico de um escritor regionalista da década de 30 conceber a personagem pode ser exemplificado pela caracterização de:

a) Policarpo Quaresma, "um visionário", patriota ferrenho, nacionalista extremado, que propugna pela instauração do tupi como língua oficial e pela recuperação do folclore nacional.
b) Aurélia, moça órfão que foi proclamada a "rainha dos salões fluminenses", deusa dos bailes, a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade.
c) João Romão, que possuía uma "moléstia nervosa, uma loucura, um desespero de acumular", denunciada imediatamente por seu físico: "um baixote, socado, cabelos à escovinha, a barba sempre por fazer".
d) Paulo Honório, de origem humilde, que se fez rico e poderoso proprietário, em desafio ostensivo aos valores tradicionais de uma sociedade rural, patriarcalista e latifundiária, em resistência às pressões da natureza.
e) Antônio Maciel, o Conselheiro, que, com seus jagunços – produtos inevitáveis de um conjunto de fatores geográficos, raciais e históricos –, defende seu reduto até seu aniquilamento pelas Forças Armadas.

45. (UEL-PR) Na década de 30 do nosso século:

a) o Modernismo viu esgotados seus ideais, com a retomada de uma prosa e de uma poesia de caráter conservador.
b) a poesia se renovou significativamente, graças a poetas como Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes.
c) não houve surgimento de grandes romancistas, o que só viria a ocorrer na década seguinte.
d) predominou, ainda, o ideário modernista dos primeiros momentos, sendo central a figura de Graça Aranha.
e) a poesia abandonou de vez o emprego do verso, substituindo-o pela composição de palavras soltas no espaço da página.

46. (UFRS) O romance de Clarice Lispector:

a) filia-se à ficção romântica do século XIX, ao criar heroínas idealizadas e mitificar a figura da mulher.
b) define-se como literatura feminista por excelência, ao propor uma visão da mulher oprimida num universo masculino.
c) prende-se à crítica de costumes, ao analisar com grande senso de humor uma sociedade urbana em transformação.
d) explora até às últimas conseqüências, utilizando embora a temática urbana, a linha do romance neonaturalista da geração de 30.
e) renova, define e intensifica a tendência introspectiva de determinada corrente de ficção da segunda geração modernista.



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